Projetos desenvolvidos na área de Sustentabilidade
Por quê “sustentabilidade” ?
A perspectiva de um mundo não mais viável segundo as regras presentes até então tornou a Sustentabilidade, nos seus componentes sociais e ecológicos uma questão decisiva para o Design, já que sem ela os lucros serão em curto prazo reduzidos. Pensar em produtos que atendam a estes requisitos ou em novos usos para os resíduos de produtos /ou processos já existentes, que denominamos de Reciclagem, tornou-se um ponto determinante para a pesquisa e desenvolvimento de novas alternativas para o universo industrial.
Pensando nisso, o Departamento de Design da UFPR já concluiu diversos projetos que procuraram atender às exigências da produção sustentável, em termos sociais e ecológicos.
Veja alguns projetos na lista abaixo:
1. Projeto de Pesquisa
2. Projetos de Extensão
3. Trabalhos de Graduação
3.1 Projetos de Produtos
3.2 Programação Visual
1. Projeto de Pesquisa
Design e vidros reciclados
Autor: Profa. Dra. Dulce Fernandes
Ano: 2000/2002
Este projeto foi desenvolvido para atender a comunidade de artesãos em Antonina-PR. Esta comunidade iniciou o aprendizado em cerâmica com objetivo de complementação de renda há alguns anos. As técnicas utilizadas na confecção das peças são artesanais e até o ano de 1999 apenas utilizavam o brunimento com seixos de rio com acabamento, tanto em peças decorativas como utilitárias. O uso do vidrado, para ser introduzido, precisava ter custo muito baixo e seu uso deveria ser facilmente compreendido e assimilado pelos artesãos, sem criar dependência de fornecimento (muitas vezes caro e distante, dificultando seu uso pela comunidade). A partir dessa realidade e posterior pesquisa para aplicação de vidro reciclado a partir de frascos de bebida (coletados em domicílios e restaurantes pela comunidade), foram encontrados resultados que o uso do vidro reciclado na decoração das peças cerâmicas não utilitárias, agregou valor estético aos artigos cerâmicos, com um custo baixíssimo e sem sofisticação tecnológica, o que também contribui para a reciclagem do vidro.
Design e Bases Culturais Regionais
Autor: Profa. Dra. Virginia Borges Kistmann
Ano: 2001/
Um estudo teórico com base na produção cerâmica do litoral do Paraná: A temática da sustentabilidade não engloba apenas a questão tecnológica, no sentido da busca por novos processos produtivos ou novos materiais. A sustentabilidade envolve também bases culturais, que foram as que motivaram este trabalho. Ele tem por objetivo identificar as possíveis formas de atuação do Design junto às comunidades regionais, visando uma melhoria na prática projetual. Este projeto conta com o apoio do Fundo de Desenvolvimento Acadêmico.
2. Projetos de Extensão
No campo da extensão, trabalhos voltados para as comunidades carentes que envolvam a temática da sustentabilidade foram apoiados por diversas instituições.
Projeto MAEP/ Paranaguá
Autor: Profa. Dra. Virginia Borges Kistmann
Ano: 1995/1996
Este projeto visava o aproveitamento da tradição artesanal do litoral do Estado do Paraná, visando a sua comercialização junto ao MAEP, Museu de Antropologia e Etnologia de Paranaguá. Durante a sua realização, contamos com a participação de diversos alunos do curso de Design que elaboraram produtos para a produção junto às comunidades de artesãos e para a produção industrial, visando a recuperação de formas e técnicas pertencentes à tradição local. Dentre os projetos realizados, a linha de mesa em porcelana com base na tradição culinária do litoral, recebeu premiação do Museu da Casa Brasileira.
O Fazer Cerâmico em Antonina
Autor: Profa. Dra. Dulce Fernandes
Ano: 1990/2000
Este projeto teve como objetivo a recuperação do fazer cerâmico junto a comunidade de Antonina, no litoral paranaense. Essa comunidade, apesar de dispor de excelentes matérias primas e uma tradição em produção de panelas para a preparação de Barreado, há muito tempo não produzia peças em cerâmica. Este projeto começou com cursos ministrados no segundo Festival de Inverno de Antonina, realizado pela UFPR em 1992, e desde então vem trabalhando, visando a criação de uma cooperativa de artesãos que trabalhem com cerâmica, isoladamente ou associada a outros materiais locais, como o cipó. Novas técnicas foram sendo incorporadas e foi criado um núcleo de produção junto à sede da APAE, com construção de espaço físico e aquisição gradativa de equipamentos para preparação e queima das peças produzidas. Em determinado período, o projeto esteve mais focado no ensino e produção pela comunidade, em outro na utilização do trabalho em argila com atividade lúdico-terapêutica dos alunos da APAE, e mais recentemente tenta trabalhar com as duas comunidades alvo: de artesãos e dos excepcionais que freqüentam a escola.
Panelinhas em Barreado
Autor: Profa. Dra. Dulce Fernandes
Ano: 2000
Este projeto foi desenvolvido pela APAE e teve por base o trabalho dos alunos da escola que freqüentam o atelier de cerâmica com objetivos lúdico-terapêuticos. Trata-se de miniaturas de panelas de Barreado prato típico do litoral paranaense que é preparado em panelas de barro, com formato peculiar, próprio da região. No ano de 1998 foi iniciado o aprimoramento das peças, criando gabaritos e instrumentos que garantissem uma maior uniformidade do produto sem causar dificuldades para as crianças na sua produção. Também neste ano foi feito um levantamento junto a hotéis, lojas e restaurantes em Curitiba, que se interessavam para compra, tanto para brinde como para revenda e divulgação do turismo no local. O projeto contou também com desenvolvimento de uma marca, bem como produtos de embalagem visual. Em 1999, durante o Festival de Inverno de Antonina, o produto foi colocado no mercado com estes atributos agregados. Desde então a produção e a venda tem sido constante e pode ainda ser ampliada pois ainda não foi expandida para as lojas e pontos da capital paranaense.
Projeto Bambu
Autor: Prof. Dalton Razera
Colaboradores: Antônio Razera Neto, Ivens Fontoura, Sérgio Kirdziej, Toshiuki Sawada, Tânia Bloomfield, Antônio Salagdo, Armando C. Cervi
Alunos Voluntários: Adriane Shibata Santos, Cleverson Niels, Eric Shimizu, Esoline Helena Cavali, Idam Lauren Stival, Izabel Cristina Ferreira, Juliano Kitano, Marco Aurélio Abbonizio, Walter Kanabuski, Helena Haga, Márcia Nagano
Ano: 1997/1998
O Projeto Bambu é um trabalho em conjunto da Universidade Federal do Paraná com a fundação O Boticário de Proteção da Natureza, e tem por objetivos os seguintes pontos:
a. Promover o desenvolvimento do artesanato regional;
b. Valorizar a utilização de materiais alternativos, fibras, bambus;
c. Demonstrar formas de agregar valor aos materiais alternativos;
d. Desenvolver técnicas no manuseio dos materiais alternativos;
e. Fomentar a comercialização do artesanato regional.
E através destes objetivos visa o desenvolvimento de Salto Morato, na região de Guraqueçaba-PR, levando uma proposta de um artesanato regional com materiais alternativos, como o bambu e fibras.
Projeto Chauá
Autor: Prof. Dalton Razera
Colaboradores: Antonio Razera Neto, Toshiyuki Sawada,
Sergio Kirdziej, Lucia Consalter
Bolsistas / Estudantes: Aleveson Ecker,
Edílson Carlos Amorim Costa, Marcelo Pereira Costa, Felipe Jorgensen
Estagiários / Estudantes: Daniel Oikawa Lopes, Zeliê Souza de Oliveira, Fábio Cuélar, Carolina Farion, Simone Marangon Jung, Cristiane Alves dos Santos, Débora Kastner Olivi
Ano: 1999-2002
O objetivo do projeto visa a qualificação para a implantação de oficinas de artesanato em Ilha Rasa Guaraqueçaba / PR. Através da pesquisa, levantar o público alvo, sua escolaridade, formação profissional, experiência de trabalho, situação atual e expectativa. Quanto ao ambiente, levantar infra-estrutura existente, materiais passíveis de usos que não causem danos ao meio ambiente e contexto cultural.
Através de uma repentina, realizar um exercício de aplicação de uma metodologia de ensino para trabalhar a criatividade e a capacitação através de módulos informativos teóricos e práticos de experimentação com professores e alunos bolsistas em conjunto com a comunidade numa troca de experiências e conhecimentos produzindo peças com técnicas diversas.
Curso de Decoração em Louça de Mesa Cerâmica
Autor: Profa. Dra. Dulce Fernandes
Ano: 2000
Este projeto foi desenvolvido com recursos do FAT e da SERT - PR, sob a coordenação da UFPR, com objetivo de capacitar trabalhadores artesãos no município de Campo Largo, em novas técnicas em decoração de louça de mesa em faiança. A tradicional pintura em faiança, também conhecida como técnica de maiólica, vem ganhando destaque no mercado internacional contemporâneo. No Brasil é uma técnica desconhecida e além de suas vantagens mercadológicas atuais, emprega muita mão de obra que precisa ser treinada, nos seus diversos recursos técnicos e estéticos. Com este objetivo foi realizado um curso com introdução de técnicas de criatividade e resgate de ícones locais -regionais e posterior ensino de técnicas de decoração com pintura manual - tipo maiólica, sob esmalte, explorando recursos largamente utilizados em países como Itália, Espanha e Portugal.
3. Trabalhos de Graduação
Trabalhos desenvolvidos por alunos do curso de Design nas habilitações de projeto de produto e programação visual, orientados por professores do quadro, alguns com vínculos com a comunidade externa, seja do setor produtivo, seja de grupos comunitários.
Sistema de Escoramento de Valas
Autores: Adriana Regina de Oliveira e Silvinha Diana Furlanetto
Orientador: Rubens Sanchotene
Ano: 1995
Parcerias: POLIBOR Indústria de Elastômeros e Usinagem de Precisão Ltda., PROPAGE Ltda., E SANEPAR S.A.
Trata-se o presente documento de um projeto de sistema de escoramento de valas. O desenvolvimento do projeto fundamentou-se em proporcionar ao operário maior segurança ao realizar seu trabalho no interior da vala e maior produtividade durante as instalações das tubulações de água e esgoto. A partir da análise da construção das valas e dos meios de escoramento existentes, foram geradas alternativas e obteve-se como resultado um sistema modular de escoramento que diferencia-se por escorar a vala durante a sua escavação, não permitindo que a terra desmorone e ao seu término a vala já está escorada. O novo produto é resistente e pode ser reaproveitado em outras instalações. Sua montagem é facilitada pelo número reduzido de peças e pelos sistemas de encaixe utilizados.
Módulos em Costaneiras
Autor: Simone Maria Nunes
Orientador: Dalton Razera
Ano: 1997
Parcerias: Serraria Palú (Mandirituba PR),
Serraria Ana Maria (Mandirituba-PR)
A proposta primordial deste trabalho é o aproveitamento da matéria prima madeira, ou melhor, utilizar as partes do tronco de madeira que são vendidas como lixo e queimadas, contribuindo assim com a ecologia e
obtendo um material de custo inferior.
Estas partes do tronco de madeira que refere-se esta proposta são as costaneiras. A melhor utilização encontrada para elas até hoje, foi serem vendidas às olarias para serem queimadas nos fornos. Como as costaneiras são tratadas como lixo, tem-se um outro ponto atrativo importantíssimo, seu custo. O custo da costaneira chega a ser 95% mais inferior do que a tábua da mesma espécie de madeira.
Tendo como referência as costaneiras, o objetivo deste trabalho é projetar MÓDULOS DE COSTANEIRAS componíveis em várias posições e que se adaptam em diversos ambientes. Eles podem ser utilizados para diversos fins, como por exemplo: revestimento de paredes, churrasqueiras, colunas, muretas e também para confecção de móveis.
São inúmeras as possibilidades de composições com os módulos, pois seu sistema de corte e encaixe é de 45 graus, com a utilização de cavilhas quando necessário, que permitem esta diversidade.
Podem ser utilizadas qualquer tipo de madeira para a fabricação dos MÓDULOS DE COSTANEIRAS, mas para este projeto foi proposto a confecção dos módulos em madeira de pinus e pinheiro, pelos seguintes motivos: por serem madeiras da região chegam com freqüência nas serrarias e com custo acessível, devido a estes fatores as costaneiras são retiradas numa espessura mais aproveitável.
Com isso obteve-se um melhor aproveitamento da madeira, com um produto que permite inúmeras utilizações, de fácil fabricação e composição, com um preço bem acessível e com efeito estético muito interessante.
Projeto Meninos e Meninas do Vime, Documentação das Principais Técnicas do Traçado em Vime
Autores: Christiane Kaku e Letícia Maidi Hirano
Orientador: Antônio Martiniano Fontoura
Ano: 1999
Parcerias: Projeto Meninos e Meninas do Vime,
e Secretária do Meio Ambiente de Pinhais
O "Projeto Meninos e Meninas do Vime -Documentação das Principais Técnicas do Trançado em Vime" é um Trabalho de Graduação desenvolvido em parceria com a Secretaria de Ação Social de Pinhais. 0 município de Pinhais, localizado na região metropolitana de Curitiba, estado do Paraná, vivencia um grande problema sócio-econômico-ambiental devido ao estabelecimento de famílias carentes na região dos mananciais.
Estes mananciais representam 78% de toda a água que abastece a região metropolitana da capital. Embora sejam caracterizadas como áreas de proteção ambiental, os grupos populacionais provenientes do interior do estado e da zona rural estabelecem moradia à beirados rios, criando uma situação social e ambiental caótica. As famílias sobrevivem sem quesitos básicos como a higiene, o saneamento, esgoto e luz elétrica. Grande parte do lixo é jogado nos rios que também sofrem com a poluição orgânica.
O Projeto Meninos e Meninas do Vime foi desenvolvido pela Prefeitura de Pinhais e objetiva, acima de tudo, educar as crianças e adolescentes sobre a importância da preservação do meio ambiente. Unindo o fator ambiental e o trabalho social, a Prefeitura decidiu plantar mudas de vime ao redor dos rios, devido às características positivas referentes à diminuição da poluição orgânica das águas.
Além disso o próprio vime colhido seria utilizado para a produção artesanal de pequenos objetos feitos pelas crianças. Inicialmente estávamos interessadas em ajudar o Projeto criando produtos artesanais em vime com apelo em design para tornarem-se atraentes e vendáveis no mercado.
Deparamo-nos com fatores ligados ao Projeto que nos impediu de realizar tal objetivo e nos fez repensaras ações que o design deveria realizar nesta situação. Percebemos que o melhor meio de ajudaras crianças seria oferecendo educação para todas. Daí nasceu o Trabalho de Graduação que documenta as principais técnicas de trançado em vime ensinadas pelo instrutor-artesão para as crianças. A catalogação dos trançados oferece meios para a continuidade do Projeto e o treinamento de mais instrutores artesãos. Esta publicação destina-se a ser material didático aos participantes e futuros interessados pelo Projeto Meninos do Vime. Para a aplicação prática dos trançados documentados, um conjunto de luminárias denominado "Roda de Capoeira" foi criado inspirado em atividade recreativa das crianças.
Unindo a função prática da iluminação e as dezenas de possibilidades formais lúdicas inerentes ao objeto, as luminárias produzidas misturam a fibra natural e o produto industrializado representado pelo metal. Também anexado a este Trabalho de Graduação encontra-se a "boneca" da cartilha Aprenda como Trançar o Vime!, idealizado com o intuito de ensinar facilmente as pessoas interessadas em aprender técnicas de trançado em vime. Esta cartilha reúne resumidamente o conteúdo da monografia do TG e dispensa alguns termos técnicos-científicos para não tornar-se leitura massante ao aprendiz de artesão.
Coleta Seletiva de Lixo em Condomínios
Autores: Juliano Yukihiro Kitani e Waltencir Brito Ferreira
Orientador: Antônio Razera Neto
Ano: 1999
Dar um destino adequado a enorme quantidade de lixo produzido por uma sociedade, é esse sem dúvida um de nossos maiores problemas. O sistema de coleta seletiva em condomínios busca através de ações formais (lixeiras, containers e balcão de seleção ) e não formais (folders informativos) amenizar o problema do lixo orientando os processo de reciclagem, reuso e revenda, quando possível.
Design de Sistema e Veículo para Coleta de Resíduos Recicláveis
Autores: Carolina Taeko Fujita e Cristiane Akiko Sakamoto
Orientador: Virgínia Kistmann
Ano: 2001
O grande acúmulo de lixo e o desperdício de materiais que poderiam ser reciclados são grandes problemas enfrentados nos centros urbanos atualmente. A coleta seletiva passa então a ser mais enfocada pelo governo e pelas indústrias, como principal solução a ser aplicada. Neste processo, o coletor Informal tem grande destaque, pois normalmente a coleta informal de recicláveis tem números mais significativos que o próprio sistema formal. Em geral, este personagem é discriminado e seu trabalho pouco valorizado.
Com o objetivo de encontrar solução para este problema social e ambiental, foram realizados diversos estudos sobre o sistema atual de coleta de recicláveis. Chegou-se a uma nova proposta de sistema de coleta seletiva com carrinheiros, que minimizam os problemas atuais enfrentados por esses coletores. A partir disto, este trabalho apresenta uma proposta de um novo veículo que se adapta a este novo sistema, melhorando a qualidade de vida dos carrinheiros e a qualidade do lixo coletado.
Campanha Educativa para Preservação da Ecologia
Autores: Ângela Maria S. Q. Groth e Carmem Lúcia A. Bastos
Orientador: Airton Caminha Jr.
Ano: 1979
Parcerias: Opus Propaganda, Umuarama Publicidade, Stylo Publicidade, Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal, Instituto de Terras e Cartografia (ITC)
A conservação da natureza é ecologia aplicada. É uma doutrina ou uma ideologia, fundamentada em fatos biológicos. Sua filosofia é o uso racional dos recursos naturais da terra. Considerado o problema, os aspectos abordados versarão em torno do mesmo numa tentativa de conscientizar a faixa da população mais acessível a esses dados, a população adolescente (na faixa dos 13 aos 18 anos).
O objetivo deste trabalho é sensibilizar o adolescente, incutindo-lhe uma consciência de preservação ecológica, através de uma campanha educativa. Esta campanha constará de um modulo de informação multimídia suporte estrutural que contem informações verbais, visuais e sonoras - dirigido à população adolescente e que deverá ser montado dentro das escolas.
Fauna e Flora da Serra do Mar
Autores: Izabel Cristina Portugal e Marcia Helena Gómez
Orientador: Hugo Mengarelli
Ano: 1980
Parcerias: Paranatur, IAPAR,
Instituto de Terras e Cartografia (ITC), DNER
Atualmente têm-se sentido duas grandes tendências na relação homem-natureza. Por um lado, a destruição, indiscriminada.., e inconseqüente de seres animais e vegetais, afetando o equilíbrio biológico do planeta e causando o desaparecimento de espécies fundamentais à estabilidade do ecossistema. Por outro, uma embrionária porém crescente campanha de conscientização em favor da preservação à natureza, em benefício do próprio homem, que vem mobilizando organismos, associações e grupos ecológicos.
No Paraná, mais especificamente na Serra do Mar, os órgãos fiscalizadores tem presenciado uma constante depredação por parte não só de visitantes, mas também de pessoas que realizam um verdadeiro comércio de animais e plantas vivas.
O guia de pássaros e árvores da Serra do Mar refletem essa preocupação, e objetiva a conscientização do homem pelo conhecimento da vida natural, e sua importância no contexto biológico.
Enquanto objeto funcional,o guia visa orientar e dirigir o visitante da Serra do Mar à procura e identificação da espécie catalogada, enquanto obtém informações fundamentais sobre ela. Enquanto objeto estético, visa destacar a harmonia encontrada na vida natural, reproduzindo as espécies de maneira a enfatizar suas características visuais mais marcantes.
Através do conhecimento da natureza, será mais fácil ao homem a busca de um maior entendimento e interação com o ambiente natural que o cerca.
O Fim do Meio, Desenho Animado em Prol do Ecossistema
Autor: Luiz A. G. Rachwel
Orientador: Hugo Mengarelli
Ano: 1982
Este trabalho toma conhecimento da história da animação, desde o mais remoto registro gráfico do movimento. História que nos revela uma série de trabalhos,do Brasil e do exterior dos quais nem sequer ouvimos falar. Trabalhos que nos são ocultados pelo monopólio dos meios.
Pesquisa a teoria, a técnica e recursos do cinema. Pesquisa as técnicas de animação, desde a idéia até o filme pronto. Já na criação desenvolve soluções de economia e simplificação, visando possibilidades de se fazer bons trabalhos com pouco recurso e sem desperdícios.
Manual de Reflorestamento
Autor: Carmem Lucia de Moraes
Orientador: Sérgio Kirdziej
Ano: 1986
Parcerias: Instituto de Terras, Cartografia e Florestas (ITCF)
Este projeto de Comunicação Visual propõe a criação de um manual de reflorestamento, para ser utilizado por agricultores e pessoas interessadas,em médias e pequenas -propriedades rurais. Descreve a metodologia empregada para definir a publicação, envolvendo decisões tais como: tamanho, materiais gráficos composição de texto, técnicas de ilustração e diagramação procurando evidenciar a importância da Comunicação Visual na qualidade do produto final.
Lixo Hospitalar, Manipulação e Acondicionamento
Autores: Silia K. Urano e Sueli Maria Gremmelmaier
Orientador: Márcia Simões de Fontoura
Ano: 1989
Parcerias: Hospital Erasto Gaertner, Hospital das Clínicas
Em Curitiba, a lixo hospitalar tem recebido desde 1988, um tratamento diferenciado de coleta, transporte e destinação final, implantado pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente.
Ao mesmo tempo, a Secretaria iniciou uma campanha de divulgação de normas para manuseio, acondicionamento e transporte do lixa dentro das unidades de serviços de saúde.
Com o objetivo de auxiliar o processo de divulgação dessas normas, foi criado a Sistema de programação Visual para lixo hospitalar, dirigido aos funcionárias responsáveis pelo manuseio dos resíduos nas unidades de saúde.
Esse Sistema compõe-se dos seguintes itens:
. Uma logomarca com a finalidade de identificar a Sistema de Programação Visual.
. Padronização do saca plástico descartável, que consiste na aplicação da logomarca;
. Uma série de sais cartazes, comunicando questões básicas relacionadas ao manuseio do lixo;
. Um manual que contém integralmente as normas de bio-segurança;
. Um audiovisual, destinado a das apoio técnico nos cursos de treinamento;
Os cartazes, manual e audiovisual, de acordo com as características funcionais, são dirigidos às pequenas e grandes unidades de saúde. Observando que são recursos visuais básicos para efetivar o processo de educação para o manuseio do resíduo.
Campanha de Preservação da Ilha do Mel
Autor: Claudia R. Batista
Orientadores: Airton Caminha Gonçalves Jr. e Eduardo Nascimento
Ano: 1990
O litoral paranaense não está entre os mais exuberantes do pais. Porém, a natureza encarregou-se de compensar essa falta de atrativos plantando, à entrada da Baila, de Paranaguá, uma ilha cujos encantos são resumidos no próprio nome: Ilha do Mel.
O local é ideal para quem procura um refúgio e puro contato com a natureza. É um retorno ao passado, e suas provas estão lá: rochas milenares, a fortaleza, a paisagem primitiva.
Isso tudo atrai muitos turistas, porém a expectativa transforma-se em decepção ao chegar na Ilha do Mel. O crescente fluxo turístico está depredando aquele Patrimônio Ambiental e também o Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural.
A Campanha de preservação da Ilha do Mel visa a conscientização do público em preservar os recursos naturais e sítios do local.
A programação visual da campanha propõe um símbolo, cartazes, folheto, painel, botton, adesivo: com o objetivo de transmitir ao turista e habitantes locais, uma série de informações capazes de suprir suas necessidades durante a visita, contribuir para sua formação cultural e, principalmente, garantir a preservação ecológica e do Patrimônio Histórico.
Projeto Animal, Campanha Contra o Comércio Ilegal e Maus-tratos aos Animais
Autores: Adriana Benvenutti, Luciane Stelmak e Maria Telma Bussmann
Orientador: Eduardo Nascimento
Ano: 1995
Parcerias: Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS)
No mundo, o comércio ilegal de animais silvestres movimenta anualmente cerca de 10 bilhões de dólares. O Brasil responde por 45% do tráfico na América Latina.
Existe, desde 1967, a Lei 5197 que proíbe o comércio e também outros dispositivos legais de proteção à fauna e repressão ao comércio. Apesar destes, a escassa fiscalização, aliada à ignorância das pessoas fazem do comércio ilegal uma prática crescente, colocando em risco a sobrevivência de inúmeras espécies.
No Paraná, Estado considerado como rota de animais para países vizinhos, de onde estes alcançam o exterior, muitas espécies são alvo de comércio, principalmente pscitacídeos, primatas e pequenas aves canoras.
Uma maior fiscalização e ações repressoras do comércio ilegal são estratégias do combate ao tráfico. Porém, é necessário que também se faça um trabalho de conscientização da população, atingindo principalmente o comprador interno.
A partir de uma parceria com a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), estruturou-se este projeto, uma campanha ampla de sensibilização, procurando a conscientização pública, representando um esforço inicial para impedir esta agressão ao meio ambiente e ao futuro da sociedade.
Guaraqueçaba, Campanha de Preservação
Autor: Ana Carla Bortolini
Orientador: Eduardo Nascimento
Ano: 1999
A região de Guaraqueçaba, situada no litoral norte do Estado do Paraná, é o maior alargamento dos manguezais do complexo estuarino Lagunar lguape-Paranaguá. Essa área é considerada pelos governos e por organizações não governamentais nacionais e internacionais, como um dos importantes estuários do Pais e do Atlântico-Sul.
Além disso, a região faz parte da maior concentração remanescente de Floresta Atlântica do Brasil. Por esse motivo, a sua biodiversidade é imensa, possuindo uma rica fauna e flora, além de possuir 10% dos animais em extinção do país.
Foi pensando nestes fatos que resolveu-se executar esse projeto que possui um caráter gráfico, mais também social, econômico, ambiental e ecológico.
Uma campanha de preservação para a região e principalmente para a sua fauna é de extrema importância para a Guaraqueçaba, pois o turismo e atividades exploratórias vêm crescendo no local, e providências para que isso aconteça de forma a não prejudicar o meio ambiente são necessárias.

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