O impacto deste cenário econômico afetou de forma diferenciada as várias unidades da Federação. Um conjunto de fatores explica tais diferenças, tais como as tipologias de inserção no comércio internacional, a especialização das matrizes industriais, os montantes e os perfis dos investimentos industriais realizados, além da interferência da política econômica e do racionamento de energia elétrica. Em 2001 a economia paranaense fechou o ano com uma taxa de expansão do PIB três vezes superior à nacional. O primeiro aspecto que explica esta diferença em relação ao resto do país é a ampliação da renda do agronegócio, puxada pelo dinamismo das exportações.
Outro aspecto importante é a plena maturação dos investimentos industriais empreendidos nos últimos anos no Estado. Esta maturação vem se aliando à condição de não inclusão do Estado no racionamento de energia elétrica, tendo em vista que o excedente de produção de energia no estado não tem linhas de transmissão em quantidade suficiente até o presente momento. Finalmente, um fator de impulsão da economia no Estado do Paraná são as vendas, favorecidas pelo comportamento positivo dos mercados de algumas “commodities” e, também, da possibilidade de atendimento de encomendas de produtos modernos ou novos da indústria regional.
O contexto apresentado acima justifica a manutenção das taxas de crescimento no Paraná acima da média brasileira e, também, resultados expressivos de seu PIB como mostra o Quadro 2. Segundo o Departamento de Economia rural da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (SEAB/DERAL) a produção estadual de grãos totalizou 24,3 milhões de toneladas na safra de 2000/01, sendo que os principais produtos são o algodão, amendoim, arroz, aveia, café, canola, centeio, cevada, feijão, milho, soja, trigo e triticale.Em sintonia com a agricultura, a pecuária paranaense vem apresentando resultados expressivamente substanciais. É importante salientar que a pecuária responde por cerca de 40% do Valor Bruto da Produção (VBP) no Estado do Paraná.
Quadro 2 – Comparação entre os Resultados da Balança Comercial Brasileira e a Paranaense em Termos dos Produtos de Maior Importância
|
PRODUTO |
% na Balança Comercial Nacional (jan/nov 2002) |
% na Balança Comercial Estadual (jan/out 2001) |
|
Soja |
5,28 |
14,66 |
|
Minério de ferro e seus concentrados |
5,11 |
0 |
|
Farelo e resíduos da extração de óleo de soja |
3,72 |
13,95 |
|
Aviões |
3,62 |
- |
|
Automóveis de passageiros |
3,26 |
14,58 |
|
Aparelhos receptores e transmissores |
3,0 |
0,73 |
|
Óleo bruto de petróleo |
2,75 |
- |
|
Calçados, suas partes e componentes |
2,53 |
- |
|
Produtos semi-manufaturados de ferro |
2,34 |
1,97 |
|
Carne de Frango |
2,24 |
6,38 |
|
Motores para veículos, automóveis, partes |
2,23 |
2,52 |
|
Café cru em grão |
1,94 |
2,41 |
Note-se que o “couro” representa 1,58% das exportações paranaenses, enquanto a nível nacional o couro processado e transformado no produto “calçado” representa 2,53% das exportações. Fica claro por estes números a necessidade de adição de valor à matéria prima “couro” dentro do estado a fim de possibilitar o aumento ainda maior da contribuição do mesmo no PIB paranaense.
Outro produto que merece destaque no caso paranaense é a “madeira”, a qual representa 9,15% das exportações do estado. Porém, deste total as obras de marcenaria e carpintaria representam apenas 0,87%, do que se conclui que há a necessidade de aumento do volume de atividade no estado na transformação da madeira em produtos finais (ex: móveis).
No campo industrial o Paraná vem também crescendo a taxas superiores ao restante do país. De janeiro a outubro de 2001 o faturamento da indústria do Paraná cresceu 27,31% em comparação com ano anterior. Os gêneros bebidas, produtos alimentares e têxtil têm apresentado os melhores resultados, com variações de 89,23%, 75,7% e 39,8% respectivamente em relação ao período anterior. Isto não significa que houve redução na taxa de vendas do complexo metalmecânico, haja visto o crescimento da produção de material elétrico e de comunicações (3,52%), mecânica (4,16%), metalúrgica (5,90%) e material de transporte (23,29%). Este último decorre da maturação nos investimentos no setor automotivo paranaense, realizados a partir de 1996. A produção de automóveis somou 140 mil unidades somente no período de janeiro a outubro de 2001.

Departamento de DESIGN | u f p r
Edifício D. Pedro I - R. General Carneiro, 460 - 8° andar | Curitiba - Paraná - Brasil
Fone/Fax: ++ (55) (41) 3360-5360 | Mapa do Site | Contato | WebMaster